Roteiro de 4 dias em Foz do Iguaçu

by - quinta-feira, julho 11, 2019


Foz do Iguaçu, uma das Novas Sete Maravilhas da Natureza, foi o nosso destino escolhido para uma viagem nacional em 2019. Com passagens relativamente baratas (é bem comum aparecerem promoções, em especial para sul e sudeste) e por se tratar de uma viagem curta (poucos dias na cidade são mais do que suficiente) é um bom destino para quem quer viajar sem gastar muito.

O roteiro que trago aqui é de quatro dias, contudo na verdade ficamos praticamente 5 dias inteiros - a tarde do dia de chegada + o dia de saída (visto que o voo era às 19h). E já não tínhamos mais o que fazer na cidade. Portanto inicio este roteiro recomendando 3 dias na cidade, sendo 4 se quiser conhecer o Paraguai ou outros locais mais distantes.

As cataratas podem ser vistas de dois parques: o Parque Nacional do Iguaçu (que é o lado brasileiro) e o Parque Nacional Iguazú, que fica na cidade de Iguazú na Argentina. Os parques proporcionam vistas e experiências bem diferentes, então podemos considerar que o básico desta viagem é conhecer estes dois locais.

Nosso roteio ficou assim:

Dia 1 - Parque das Aves e lado brasileiro (com Macuco Safari)
Dia 2 - Lado argentino
Dia 3 - Foz do Iguaçu (Itaipu, Templo Budista, Mesquita, Marco das Três Fronteiras)
Dia 4 - Compras no Paraguai

Abaixo deixo um resumo com um pouquinho das impressões de cada dia.

Dia 1 - Parque das Aves e lado brasileiro (com Macuco Safari)

O lado brasileiro das cataratas não é muito grande, então é legal aproveitar e conhecer o Parque das Aves  (que fica logo à frente do parque, pode-se ir de um a outro caminhando tranquilamente) e dentro do parque Iguaçu aproveitar o tempo para também fazer algum passeio extra (o mais famoso é o Macuco Safari). O Macuco Safari é um passeio em bote que te leva até praticamente embaixo de uma queda (pequena, claro). É para se molhar mesmo, importante levar uma roupa extra. É um pouco caro contudo é uma ótima experiência para quem gosta de um pouquinho de aventura - e é bem difícil achar alguém que tenha reclamado depois de ir. Em relação ao parque, recomendo fortemente ir ao lado brasileiro antes do argentino porque - infelizmente - a Argentina nos ganha de 7 x 1 nessa. Aproveitamos o dia para jantar na Noite Italiana, que é um rodízio italiano famosinho na cidade pois tem um buffet com vários tipos de queijo além de algumas apresentações típicas. É interessante mas nada de muito especial para quem já foi em algum rodízio italiano.


Dia 2 - Lado argentino

Para conhecer o parque do lado argentino fomos de van com uma empresa de turismo - é necessário fazer a entrada e saída do país. O parque é bem grande e achei o tempo que tivemos lá um pouco apertado - nossa van saiu de Foz as 08:30, chegamos pelas 09:30 no parque e voltamos as 17. Parece muito, mas o parque é realmente grande: conseguimos fazer as três trilhas mas o almoço foi corrido e aceleramos o passo em alguns momentos. Um dos maiores problemas para organizar o tempo é a necessidade de pegar um trenzinho para a trilha da Garganta do Diabo, que sai apenas de meia em meia hora e com limite de pessoas. Tanto na ida quanto na volta não pegamos o trem do horário mais próximo pois estava lotado, ou seja, gastamos uma hora só em espera do nosso horário. Isso que pegamos uma época tranquila, de baixa temporada e durante a semana. Por isso a recomendação é fazer esta trilha logo no início do passeio, pois depois fica mais fácil de controlar o tempo. Como a trilha é bem longe do restante, não tem como ir a pé até lá - nem é recomendado. Tirando isso, o parque é belíssimo! Impressionante a quantidade de quedas que conseguimos ver aqui e que não são vistas do lado brasileiro - além de possuir três trilhas ao invés de uma, como no nosso lado. É realmente imperdível. 


Dia 3 - Foz do Iguaçu 

O dia que passamos conhecendo a cidade de Foz é, na minha opinião, dispensável. Interessante se tiver tempo, mas dispensável. Iniciamos o dia conhecendo Itaipu, onde fizemos o circuito externo e foi legal - dizem que o circuito interno é bem interessante. Depois passamos no Templo Budista, que achei pequeno e não muito bem cuidado (conheço outro aqui do RS que acho bem mais interessante). E por último fomos conhecer a Mesquita, que foi bem decepcionante pois só temos um "salão" para ver e ainda estava em obras. Contudo gostamos muito de almoçar no Castelo Libanês, que fica ali perto, e de conhecer os doces árabes na doceria Albayan, logo à frente da mesquita. À noite fomos ao Marco das Três Fronteiras que me surpreendeu positivamente! Achei um local bem bonito, turístico e bem cuidado, e as apresentações temáticas (são duas diferentes) são bem legais. Só fica uma dica: no local normalmente o celular está pegando sinal de outro país. Ou seja: cuidado ao utilizar o celular caso esteja com o roaming ativado e lembre-se de que não irá funcionar caso não tenha ativado o roaming (nosso caso). Então na volta deixe um dinheirinho para voltar de táxi pois será difícil chamar algum carro de aplicativo.

Foz tem outras atrações bem voltadas para turistas como o Bar de Gelo, Super Carros e Museu de Cera (Dreamland). É o tipo de atração que surge em várias cidades turísticas e, na minha opinião, são meio genéricas e tendo ido uma vez em alguma cidade, a experiência não muda muito. 

Dica extra

Compramos alguns tickets através do Ticket Loko, que é uma empresa com vários quiosques vermelhos espalhados pela cidade. Vale a pena dar uma olhada porque as vezes tem umas promoções interessantes - conseguimos um descontinho para o Macuco Safari e para a Noite Italiana.

Dia 4 - Compras no Paraguai

Para ir até Ciudad del Este no Paraguai pegamos um Uber até a Ponte da Amizade e atravessamos a pé - tudo bem tranquilo e, diferente da ida à Argentina, não fizemos passagem pela alfândega. Fomos em um dia que teve uma forte chuva (algo que não recomendo porque algumas ruas alagaram bastante), contudo a chuva evitou a famosa incomodação dos vendedores no meio da rua. No geral a cidade é bem bagunçada, mas não me senti em perigo (algo que estávamos com um pouco de medo devido a alguns relatos que lemos pela internet). Em resumo, para não se incomodar é só olhar pra frente e seguir, sem dar muita bola para os ambulantes e outros. Achei os shoppings surpreendentemente bons e bem cuidados, bem diferente da confusão que são as ruas. Almoçamos no restaurante SAX Palace que fica no topo da SAX, que é um shopping mais voltado para marcas de luxo, e o restaurante é super bonito, com uma vista legal da ponte e do rio e tem uns preços bem razoáveis para o tipo de local que você se encontra, com pratos a partir de USD 15. Nos outros shoppings existem outros restaurantes com opções mais baratas também.

Mas vale a pena comprar no Paraguai?

Mesmo com o dólar a quase 4 reais, encontramos algumas coisas com preços interessantes. Trouxe alguns perfumes, óculos, funkos e cremes. Algumas coisas não estavam muito mais baratas do que aqui, mas mesmo assim estavam com o preço mais baixo. Antes de ir, é importante pesquisar bem os preços daqui (para não acabar pagando mais em algo...), saber o que quer comprar lá (para não se perder em tantas lojas!) e saber as lojas confiáveis para comprar. Sabendo o que se quer, é fácil passar nas lojas e ir pesquisando - por exemplo, quase tudo o que olhamos na Casa China estava mais caro do que na Nissei, e ambas são lojas consideradas confiáveis.

Em resumo... 

Os dois primeiros dias são o básico para quem vai a Foz, o terceiro é para quem quer conhecer a cidade e o quarto para compras ou outros passeios. Mas, independente de quantos dias você decida ficar, Foz é um local lindo, barato e que definitivamente que merece uma visita!

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