Roteiro de 3 dias em Montreal

by - terça-feira, março 05, 2019

Montreal foi a última cidade que conhecemos no nosso roteiro pelo Canadá. Passamos três dias na cidade e ficamos hospedados no L'Imprevu Bed&Breakfast. Não é bem no centro, mas fica próximo ao metro, tem um café-da-manhã ótimo e é fácil de estacionar na rua - critério muito importante quando se está de carro pela cidade. Falei um pouco mais sobre a nossa hospedagem no post sobre o roteiro geral da viagem.

Montreal é a maior cidade da província de Quebec (província onde também se localiza a cidade de Quebec), que é a parte francesa do Canadá. Ou seja, aqui temos aquela mistura de inglês e francês que é bem diferente. É a segunda maior cidade de língua francesa do mundo, perdendo apenas para Paris. Ah, e Montreal é uma ilha - e com ilhas para visitar. 

Dia 1 - Parque Olímpico, Jardim Botânico e Notre Dame

Começamos nosso roteiro por Montreal visitando o Parque Olímpico, que fica um pouco afastado do centro histórico da cidade. A cidade foi sede das olimpíadas em 1976, e o parque criado acabou se tornando uma das atrações da cidade. Na época em que fomos várias partes do parque estavam com obras, o que tirou um pouco a graça (e atrapalhou as fotos!). Subimos na Torre de Montreal (Montreal Tower), a maior torre inclinada do mundo, com 165 metros de altura e 45º de inclinação. A vista lá de cima é bem interessante pois temos a visão de 360º da cidade. A torre é esta que aparece na foto abaixo.
Certamente a foto ficaria mais bonita sem o guindaste das obras...
Logo após fomos no Jardim Botânico, que é logo ao lado do parque olímpico. Compramos o ingresso das duas atrações (Torre + Jardim Botânico com Insectário) em conjunto, que sai um pouco mais barato. Tinha lido muitos elogios ao local, inclusive porque é um dos maiores jardins botânicos do mundo, então fomos com uma certa expectativa. Considero que é um parque bonito, bem cuidado, tem algumas áreas bem interessantes (o jardim japonês é bem diferente, assim como a parte dos primeiros homens - foto abaixo) mas... não consideraria um dos mais lindos e imperdíveis. Não sei, talvez tenha ido com expectativas demais, acabei me decepcionando um pouco - esperava mais, mais coisas bonitas e diferentes. Existem algumas ocasiões onde fazem programações especiais à noite que parecem interessantes, fica a dica de olhar no site. Vale ressaltar que várias fotos encontradas no Google com grandes esculturas feitas com plantas são antigas e não existem mais - foram parte de uma exposição temporária ocorrida em 2013.

Almoçamos ali dentro, por um preço justo (considerando um local turístico).

Considerando estas duas atrações, acho que vale a pena o deslocamento apenas se você tiver uns 3 dias na cidade, como foi o nosso caso. Se tiver menos tempo, recomendo mais as atrações que exploramos nos dias seguintes.

Voltamos para o centro histórico para dar nossa primeira caminhada na região. Era um final de semana então a região do porto estava com bastante gente, várias barraquinhas de comida e algumas atrações especiais. É uma região muito legal de passar o tempo e nos finais de semana é espetacular. Tem muitos locais para caminhar, lojinhas, atrações para ver e inúmeros restaurantes. Vou deixar para falar um pouco mais sobre a região e suas atrações no relato do dia 3, ao final do post.

Um pedacinho da área do porto, com a Clock Tower, a ponte e o parque Six Flags ao fundo
À noite assistimos ao espetáculo de luzes que ocorre na Notre Dame, chamado Aura. É um espetáculo muito bonito, mas bem curto - a apresentação em si não chega a 10 minutos. De qualquer forma acho que vale a pena (compre o ingresso com antecedência pela internet, para garantir), mas fica a ressalva quanto ao tempo - pois ele é vendido como um espetáculo de 45 minutos, só que quase 30 é para ficar dentro da igreja observando algumas pequenas ações. Não é algo muito barato ($25), porém é uma experiência diferente.

A Notre Dame de Montreal tem um dos altares mais bonitos que já vi, mas falarei mais sobre ela no dia 3.

Dia 2 - Ilha de Santa Helena/Notre Dame, Oratório São José e Monte Royal

Começamos o dia conhecendo a Ilha de Santa Helena onde se encontra outro ponto turístico da cidade: a biosfera (a famosa "bola"). Ela possui um museu dedicado ao meio ambiente, mas não fomos visitar. Para chegar na ilha é bem fácil, pois há conexão com o metrô da cidade.

Neste dia também estava acontecendo um evento de triatlo, que paramos para assitir um pouco. Caminhamos bastante pela duas ilhas (Santa Helena e Notre Dame), que são conectadas por pontes, passando pelo cassino da cidade e indo até a "praia" Jean-Doré (que já estava sem nenhuma atração pois o período de verão havia terminado). Obviamente o conceito de praia no Canadá é um pouco diferente do que temos aqui no Brasil, mas vale pela curiosidade.

Na ilha de Santa Helena também se encontra o parque de diversões La Ronde, da rede Six Flags.


Almoçamos pela ilha mesmo, em uma lanchonete de hamburgers. Nada especial, teria deixado para almoçar no shopping que fomos a seguir.

Saindo da ilha, fomos até a região da Place des Arts, onde se localiza o shopping Complexe Desjardins. Descansamos um pouco por ali, assistindo as águas dançantes, passeamos pela região do shopping (que, ao menos na época, tinha uma escadaria coloria bem legal para fotos), antes de seguir para o Oratório São José. No shopping se tem acesso ao RÉSO, que é a enorme "cidade" subterrânea de Montreal que liga vários prédios e é ótima para escapar do frio e da chuva. São mais de 30 km de corredores e parece um grande shopping, vale a pena se perder por lá um pouco - é um ponto turístico e tanto! 

Pegamos o metrô para o Oratório. Ao planejar a visita é interessante ver se tem algum evento no local, como apresentações abertas ao público. No dia em que fomos havia uma apresentação com o órgão e é uma experiência bem legal! Contudo, mesmo que não tenha nada especial no dia, é um local muito bonito, que vale a visita e também tem vistas lindas da cidade.

Dali fomos caminhando até o parque Monte Royal porque achamos bem confuso de entender como ir de ônibus e como haviam muitas obras na região o trânsito estava bem ruim - trancado mesmo. É uma pernadinha, mas dá para ir! Até a entrada do parque são em torno de 2 km, porém é uma pequena subida (e você já vai estar um pouco cansado de ter subido no oratório), e bem mal sinalizado - não há placa nenhuma. Acabamos encontrando alguns trabalhadores no caminho para perguntar, mas também não é um caminho onde tivessem muitas pessoas. Enfim, conseguimos chegar, mas é cansativo e um pouco confuso. Depois de entrar no parque ainda terá uma boa caminhada até o topo, para chegar ao mirante (que também poderia ser um pouco melhor sinalizado pois o parque tem muitos caminhos). Prepare as pernas porque é mais uma subidinha! 
O parque Monte Royal e a belíssima vista do - enorme - mirante
Mesmo com a pequena confusão para chegar ao local correto, vale muito a pena a ida pelo mirante e a visão que ele proporciona da cidade. Só vá preparado porque na parte superior não havia nada de comida além de alguns ambulantes vendendo picolé. Como era um domingo de sol, o parque tinha bastante gente. No inverno o parque tem várias atividades na neve.

Na saída fomos pelo lado oposto do parque, na escadaria que chega ao mirante e que já sai próximo do metrô. É outra possibilidade de local para chegar ao parque, mas acho que a subida é ainda pior! São muitas escadas - descer fica bem mais fácil. Se quiser ter uma ideia, dá uma olhada no google maps como elas são:  escadaria Monte Royal

Dia 3 - Centro histórico

Neste dia tiramos a manhã para caminhar pelo centro histórico e pela região do porto novamente.  As regiões não são muito grandes e são grudadas, então é bem fácil de conhecer tudo em um turno - ou um dia se for passar em algumas atrações. Como era uma segunda-feira estava tudo bem mais tranquilo do que nos outros dias - é sempre importante se programar porque muitos locais acabam fechando na segunda-feira.

Passamos pelo Bonsecours Market (Marché Bonsecours), que é este prédio grande da foto 1 abaixo. Ele é o antigo mercado público de Montreal e hoje tem alguns restaurantes e lojinhas de produtos variados, desde lembrancinhas até roupas. Logo a frente está a região do porto antigo (Old Port/Vieux-Port) que tem várias coisas para ver (foto 2). A roda gigante (daquelas turísticas) fica nesta região, além de museus, restaurantes, ver - do outro lado do rio - a Habitat 67, um complexo de casas em um formato muito estranho, enfim... é uma região ótima de passar um tempo. Tem até um site oficial para a região: Old Port of Montreal.
Outra parte bem interessante é a Place D'Armes (Praça das Armas), que fica na frente da Basílica de Notre Dame e é cercada por vários prédios importantes, como o banco nacional e o banco de Montreal. Ali também ficam duas estátuas bem engraçadas (foto 3, acima) que representam um inglês olhando de forma superior para a basílica - símbolo da influência francesa - e uma francesa olhando de forma superior para o banco - símbolo da influência inglesa - e os seus cachorrinhos querendo se unir. Representa bem a mistura que é Montreal, sempre dividida entre o francês e o inglês.

Também passamos pela Praça Jacques-Cartier (foto 4, acima), que liga a região do porto a Rue Notre-Dame Est, onde fica a Prefeitura. Logo atrás da prefeitura está o parque Champ-de-Mars (francês gosta desse nome de parque hein?), onde pode-se ver o que restou das muralhas da cidade.

Fomos novamente na Basília de Notre-Dame, desta vez para tirar muitas fotos e conhecer um pouco da história. Para mim, sem dúvida um dos altares mais bonitos que já vi - e olha que já conhecemos muitas igrejas pelo mundo! Para adultos a entrada é $8 e pode-se fazer o tour em inglês ou francês - ou não fazer tour nenhum e só ficar vagando por ali, é opcional. Eu recomendo fazer o tour porque a história da basílica é bem interessante - e, afinal, já está pago mesmo!


Para a hora do almoço fomos conhecer a Little Italy. É interessante para ver um "outro lado" de Montreal, onde as ruas já não estão tão bonitas ou bem cuidadas. Parece uma região mais do dia-a-dia das pessoas mesmo. Lá se encontra o Jean-Talon Market, um grande mercado de rua (estilo feira), e vários restaurantes. Não é algo imperdível, mas fica a dica para quem gosta de fugir um pouco dos centros turísticos.

Terminamos o dia na região da universidade (local próximo as escadarias para o Monte Royal), vendo o pessoal ir e voltar para casa em mais um dia.

No geral achei três dias um tempo bom para a cidade, pois conseguimos conhecer bem os pontos turísticos. Fomos na metade de setembro e pegamos dias agradáveis, com sol mas com temperaturas mais fresquinhas (e sem chuva!) e ainda no horário de verão (importante para aproveitar melhor os dias). Considerando as atrações que fizemos, sem ida a museus e sem muitas atrações fechadas, o roteiro poderia ser tranquilamente reduzido para dois dias (um pouco mais intensos) ou dois dias e meio.

E assim terminamos nossa viagem pelo Canadá. No dia seguinte voltamos para Toronto para os últimos dias na cidade antes de voltar ao Brasil.

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