quinta-feira, novembro 03, 2016

Resenha: A menina submersa

. .


Sinopse: A Menina Submersa é um verdadeiro conto de fadas, uma história de fantasmas habitada por licantropos e sereias. Mas antes de tudo uma grande história de amor construída como um quebra-cabeça pós-moderno, uma viagem através do labirinto de uma crescente doença mental. Um romance repleto de beleza e horror, camadas, mitos e mistério em um fluxo de arquétipos que desafiam a primazia do "real" sobre o "verdadeiro" e resultam em uma das mais poderosas fantasias dark dos últimos anos. Considerado uma obra-prima do terror da nova geração, o romance é repleto de elementos de realismo mágico e foi indicado a mais de cinco prêmios de literatura fantástica, e vencedor do importante Bram Stoker Awards (2013). A autora se aproxima de grandes nomes como Edgar Allan Poe e H. P. Lovecraft, que enxergaram o terror em um universo simples e trivial - na rua ao lado ou nas plácidas águas escuras do rio que passa perto de casa -, e sabem que o medo real nos habita. O romance evoca também as obras de Lewis Carrol, Emily Dickinson e a Ofélia, de Hamlet, clássica peça de Shakespeare, além de referências diretas a artistas mulheres que deram um fim trágico à sua existência, como a escritora Virginia Woolf.
"Com frequência, digo coisas que apenas gostaria que fossem verdade, como se soltar as palavras no mundo pudesse fazê-las assim. Pensamento positivo. Pensamento mágico, parte e parcela da minha mente doente." (pág. 146)
É difícil falar sobre este livro porque, entre outras coisas, ele é um livro complexo. É narrado em primeira pessoa por India Morgan Phelps (Imp), uma mulher que tem alguns problemas mentais e, devido a isto, dificuldade de diferenciar o que é verdade do que é mentira, de ter noção de tempo para indicar ao leitor se os fatos (que podem ter acontecido ou não) ocorreram antes ou depois de outros que já foram narrados. Para bagunçar um pouco mais a mente de quem está lendo, a personagem principal ainda está escrevendo um livro - então algumas coisas ela conta para nós, leitores, e outras escreve no seu livro. 

Pessoalmente gosto de livros mais psicológicos, onde a gente entra na cabeça do personagem. Isto, a sinopse dando a entender que tem toques de terror na história e o fato de possuir uma capa bem interessante foram os principais pontos que me chamaram atenção para a leitura, porém também me deram uma visão bem distorcida do que o livro realmente era.

Além de não ter uma narrativa linear, e recontar várias vezes os mesmos fatos (as vezes com nuances diferentes), não tem nada na leitura que te prenda, como um gancho que precisa ser resolvido. Não tem muita história. Imp conhece uma garota com a qual divide a casa (Abalyn), até que um dia encontra Eva, pelada, à beira da estrada na noite e resolve levá-la para casa. Aí as coisas começam a desandar e não param mais, sendo tudo norteado pela obsessão que Imp tem por Eva e pelo quadro "A garota submersa". Se tem uma coisinha positiva que pode ser tirada da história é o relacionamento entre Abalyn e Imp, com suas demonstrações de carinho e cuidado que Abalyn tem com a menina em situações cotidianas.

Se a sinopse já é confusa, espere para começar a leitura. Ou melhor, talvez nem espere. Honestamente foi um livro que em nenhum momento me prendeu, sendo extremamente maçante ou confuso em várias situações, e que pensei em desistir muitas vezes (mas ei, as vezes melhora no final né? vamos até o fim!). Não, não melhora. Saí do livro com uma sensação de tempo perdido. Também fiquei esperando o terror descrito na sinopse, e a única coisa que encontrei foram ilusões e loucuras de uma mente. Definitivamente não é para mim, e não é um livro que recomendo.
1/5 - Não gostei
Mais informações:
A menina submersa
Título original: The drowning girl
Autora: Caitlín R. Kiernan
Editora: Darkside Books (Site | Twitter | Facebook)
Páginas: 320
Links: Skoob | Goodreads 

0 comentários:

Postar um comentário