sábado, setembro 24, 2016

Roteiro de 3 dias (e meio!) em Budapeste: Chegada e Casa do Terror

. .


Como falei no post sobre a viagem de trem de Viena para Budapeste, nossa chegada na cidade foi um pouco... impactante. Mas depois do choque inicial (e de ficar batendo a mala descendo e subindo escada do metrô), largamos as malas no hotel e saímos para conhecer esta cidade que iria nos surpreender positivamente de muitas maneiras.
As informações sobre gastos e preço de ingressos estão no final do relato. Os pontos turísticos estão destacados no texto, e todos possuem o link para o site oficial. Entre parênteses, logo após o nome em português, está o nome da atração em húngaro - língua oficial da cidade.
Uma coisa importante sobre o metrô de Budapeste: ele é o segundo mais antigo da Europa, perdendo apenas para o de Londres. Então existem estações que são muito próximas da rua, com apenas um lance de escada, muitas com mais de um lance e sem escada rolante e estações mais antigas. Ou seja, não é das melhores cidades para andar com malas pesadas! Pretendo falar um pouco mais sobre ele e as outras opções de transporte da cidade em um post específico.

Aproveitamos a tarde para conhecer a Casa do Terror (Terror Háza Múzeum), um museu sobre a passagem nazista e soviética pelo país. A ida para o museu já é uma atividade turística pois para chegar lá é preciso pegar a linha M1 do metrô, a mais antiga, inaugurada em 1896. 
Para quem gosta de história, o museu é um ponto imperdível. Presente em uma área nobre da cidade, o prédio é uma atração a parte. Foi sede do partido nazista da Hungria em meados de 1940 e, ao final da Segunda Guerra, foi ocupado pela segurança do governo soviético. Em seu subsolo várias pessoas foram torturadas em ambos os regimes.

O prédio foi reformado e aberto como museu em 2002. São salas e mais salas que mostram a vida durante os dois regimes, cheias de imagens (muito audiovisual) e objetos da época. A visitação ocorre em ordem cronológica, e pode ser acompanhada tanto pelos folhetos que existem em cada sala quanto por áudio (o aparelho de áudio não é incluso no valor do ingresso, podendo ser alugado). Não tem folhetos ou áudio em português - considere isto ao ir no museu. Nas salas que cansei de ouvir o áudio peguei o folheto para ler com mais calma em casa. 
Tanque do período da guerra e mural com fotos das vítimas (Fonte)
Ele não abre nas segundas e fica um pouco afastado de outras atrações turísticas (mas facilmente acessível de metrô), então cuide para encaixar no roteiro. Aconselho separar em torno de duas horas para conseguir ver tudo com calma, pois são muitas salas cheias de informações e é necessário paciência para ver tudo. Em alguns momentos achei que as salas tinham informações demais (áudio/leitura), o que tornava o passeio um pouco cansativo. 

Se possível encaixe o museu na sua viagem. Acredito que quem vai para os países do leste costuma ter uma inclinação para conhecer o lado histórico, em especial das grandes guerras, e aqui temos uma excelente fonte de informações. 
Detalhe da fachada do museu 
Ao final da tarde fomos conhecer mais um pedaço do Danúbio (que já tínhamos conhecido em Viena). E gente... que espetáculo! Aqui o Danúbio realmente mostra porque inspirou tantas canções ao longo dos anos. 

Caminhamos pela beira do rio curtindo a paisagem, aproveitando para ver as luzes da cidade se acendendo (outro espetáculo!) e chegamos até a Basílica de Santo Estevão (Szent István-bazilika) onde estava acontecendo uma feirinha de rua e paramos para jantar. Nada melhor do que cidades onde a gente pode caminhar tranquilo durante a noite, ainda mais em época de dias quentes. Essa normalmente é a maior tristeza que sinto quando volto para casa, não ter a liberdade e a segurança que encontramos em outros países... 
Não é de se apaixonar?
Gastos do dia (ingressos individuais, preços em forint)
- Ticket do metrô (10 passagens): 3000
- Casa do Terror: 2000 (entrada) + 1500 (áudio)

Esta viagem aconteceu no final de agosto de 2015.

0 comentários:

Postar um comentário