quarta-feira, maio 06, 2015

Resenha: O homem que queria ser feliz

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Um professor de férias em Bali decide por indicação de amigos encontrar um mestre famoso na cidade. Ele não tem problemas, mas algo o motiva a encontrar o senhor. A medida que as sessões avançam, ele percebe que sua vida não é tão feliz quanto parece e que está preso às expectativas dos outros.
"Não queria deixar Bali sem tê-lo encontrado. Não sei por quê. Não estava doente; sempre tive, aliás, uma saúde excelente. Informei-me sobre seus honorários porque, com a viagem chegando ao fim, minha carteira estava quase vazia. Não ousava consultar a conta bancária." (primeiras linhas, pág. 9)
Já li alguns livros de autoajuda, e acho sempre válido ler algum do tipo de vez em quando pois acredito que faz bem para a motivação e autoestima. Muitos consideram uma leitura rasa - e normalmente é - mas a maioria dos livros cumpre a função de "acredite, é só querer que você pode!" que eles tendem a ensinar.

Este livro segue por esse caminho porém infelizmente é mais simples do que outros do estilo. A história acabou ficando muito rasa e o tamanho do livro não comporta a quantidade de coisas que ele deseja trazer, acabando apenas com uma série de clichês básicos. A começar pela história do livro: um homem bem sucedido, que acredita ser feliz, resolve nas suas férias procurar um guia espiritual em Bali, que é um homem extremamente simples. Os personagens acabam muito presos nos estereótipos definidos, e mesmo que tenham colocado um professor ao invés de um "empresário rico" como principal isso pouco faz diferença na história.
Capa brasileira / capa original
Em relação às capas não tem nem comparação, a brasileira é muito mais bonita. A capa original, vamos combinar, é muito feinha. A edição da editora está boa, a diagramação é bem simples e não encontrei erros.
"... não podemos ser felizes se nos vemos como vítima dos acontecimentos ou dos outros. É importante se conscientizar de que é sempre você quem decide sua vida, seja ela qual for." (pág. 134)
Honestamente, até boa parte do livro - e ele não é muito grande - havia pensado em dar apenas um ratinho de avaliação. Minha ideia só mudou porque o livro aborda um pouco do assunto sobre o efeito dos placebos, trazendo informações reais (segundo a história) e me fez pesquisar mais sobre o assunto. Também trabalha um pouco a questão de tentar entender como e porque as pessoas são como são, que sempre acho interessante. Tirando esses dois pontos, é um livro totalmente passável e longe de ser um dos melhores do gênero. Não me arrependo de ter lido, porém também não faria falta.

Você pode gostar deste livro se gostou de: O vendedor de sonhos 
2/5 - Regular
Mais informações:
O homem que queria ser feliz
Título original: L'homme qui voulait être heureux
Autor: Laurent Gounelle
Editora: Fontanar (Site | Twitter | Facebook)
Páginas: 160
Links: Skoob | Goodreads

2 comentários:

  1. Este é o único gênero que não leio mesmo, sobre essa questão de "acordar para vida" eu leio apenas ao acaso em livros de outros gêneros que tenham uma mensagem a passar. A capa nacional é bem mais caprichada que a gringa!

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  2. eu leio pouquíssimos livros de auto ajuda.. e esse parece ser bem + ou -....
    não gostei muito do roteiro.. parece muito ser mais do mesmo..

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