terça-feira, agosto 28, 2012

Resenha: Cinderela Chinesa

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Cinderela Chinesa - A história secreta de uma filha renegada (Falling Leaves: The memoir of an unwanted Chinese Daughter)
Autora: Adeline Yen Mah
Editora: Cia. Das Letras
Páginas:
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Sinopse: Quinta filha de um milionário chinês, Adeline perdeu a mãe apenas duas semanas depois de nascer. Além de sofrer com a hostilidade dos irmãos, que a responsabilizam pela morte da mãe, Adeline ainda sofre com a indiferença do pai e a crueldade da madrasta. A segunda mulher de seu pai despreza os filhos do casamento anterior, que vivem pobremente, limitados a três refeições diárias e a apenas uma muda de roupa além do uniforme escolar. O pai ignora o que acontece em casa, deixando o terreno livre para a madrasta. Por ter ousado contrariá-la e por apresentar um rendimento exemplar na escola, Adeline padece nas mãos dessa mulher, que parece ter saído diretamente da fábula Cinderela. Por isso, acaba num colégio interno, sem visitas nem presentes, e é nos livros que encontra refúgio para sua tristeza e solidão. É dessas leituras que vem sua redenção - aos catorze anos, ela se inscreve em um concurso internacional de peças teatrais para alunos de língua inglesa, e ganha. A partir daí, Adeline tem a chance de escapar do seu destino. O resultado dessa experiência é Cinderela chinesa , livro em que fala com sensibilidade sobre a superação de uma infância extremamente infeliz.
Resenha: Caso ainda não tenha lido, não leia a sinopse. Explico porque no último parágrafo. Cinderela Chinesa conta um pedaço da infância de Adeline, pela visão da própria menina. Adeline é parte de uma família com sete irmãos, sendo ela e mais quatro da mesma mãe e os dois mais novos da madrasta, Niang. Ela nunca conseguiu o carinho dos pais ou dos irmãos – que a culpavam por causar a morte da mãe durante seu nascimento. Porém, de todos, a madastra era a pior e tratava Adeline e seus irmãos do casamento anterior como seres inferiores. Apenas os seus filhos eram queridos e bem tratados.
"Cinderela chinesa é minha autobiografia. Foi difícil e doloroso escrevê-la, mas me senti compelida a fazê-lo. A história da minha infância é simples e pessoal, mas, por favor, não subestime a força desse tipo de relato. De uma forma ou de outra, todos nós somos formados e modelados pelo que lembramos e absorvemos no passado. Todas as histórias, inclusive os contos de fadas, apresentam verdades elementares que podem às vezes permear nossa vida interior e passar a fazer parte de nós mesmos." (prefácio, primeiro parágrafo)
A história é de uma realidade que choca. Não consigo entender como uma criança conseguiu passar por coisas péssimas dessa forma e continuar com a mesma vontade de viver, a mesma inocência. Enquanto os dois irmãos mais novos podiam comer e beber de tudo, Adeline e os irmãos tinham que viver (na mesma casa) com o pouco que era dado. A humilhação de ter que se vestir da forma como era imposto pela madastra. O fato de não poder expressar a sua opinião e nunca ouvir uma palavra de conforto ou motivação do pai.

Adeline tinha três amigos dentro da casa: vovô Ye Ye, vovó Nai Nai e a tia Baba. Eles traziam o carinho e o reconhecimento que a menina precisava. Tia Baba, por exemplo, guardava com segurança todos os boletins (sempre excelentes) da menina e dizia que um dia eles seriam o seu tesouro. As partes com eles muitas vezes trazem bonitos ensinamentos e acho que são minhas preferidas.

“Será que outras garotas de treze anos tinham pensamentos aterrorizantes durante a noite e dificuldade para dormir? Seriam às vezes tomadas pela ansiedade e por inomináveis “monstros das profundezas”? Se assim fosse, como elas lidavam com esse paralisante medo do futuro?”
A história mostra também um pouco dos costumes e da história da China na época. Meu conhecimento sobre isso é nulo, então foi bem interessante o livro ter trazido esse tipo de informação. Outro assunto interessante que o livro aborda é sobre a escrita chinesa. Alguns símbolos, o que eles representam e porque. É algo bem básico, mas achei interessante saber como algumas palavras são formadas e porque são desenhadas daquela forma. Todos os títulos dos capítulos trazem o seu equivalente em chinês também.

Duas coisas que não gostei no livro foram a sinopse e o resumo da biografia da autora. Querendo ou não ambos contam como Adeline conseguiu passar por essa fase e como está hoje, o que de certa forma estragou o final. Se possível não leiam antes de terminar o livro!

Ele não é uma narrativa de suspense ou ação, mas a escrita é simples e, em alguns momentos, tocante. Em alguns pedaços foi impossível segurar as lágrimas. É uma história de força e, sobretudo, esperança.
“Na medida do possível, na frente dela, eu fingia ter pais afetuosos também. Era doloroso demais admitir a verdade, porque então o sonho se desvaneceria para sempre.” (pág. 60)

21 comentários:

  1. Faço ideia de quanto esse livro desse ser marcante mas acho que vou "fugir" dele. É que depois que tive minha filha tenho fugido das histórias mais dramáticas e emotivas, porque depois não consigo esquecer. Fiquei muito chorona. Mas de qualquer forma, para quem gosta do estilo, deve ser uma leitura fantástica!

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  2. Oi..

    Gostei demais desse livro... E quero muito ler, porque gostei da história do livro.. E não consigo acreditar que eu até hoje nunca tenha ouvido falar desse livro..

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  3. Tive que aguentar a ansiedade e curiosidade de ler a sinopse! rsrs. Mas nossa, adoreei. Sou apaixonada por contos de fadas, e toda história que é feita com "inspiração" em alguns deles me encantam. Ainda mais da Cinderela: é sempre a mesma "base", só que as histórias sempre mudam e são únicas.
    É legal também que fale sobre a cultura chinesa e os símbolos, são curiosidades super legais que eu gostaria de aprender um pouco mais.
    Confesso que não gostei muito da capa, se fosse só por ela eu nunca pegaria esse livro :( Mas o conteúdo me chamou muita atenção. Espero ter a oportunidade de ler esse livro algum dia!

    Beijos, @flafsbp

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  4. "Caso ainda não tenha lido, não leia a sinopse. Explico porque no último parágrafo"
    ...
    .....
    .......
    Tami, por que você não colocou isso antes da sinopse, minha filha!
    Maaaaas, gostei da resenha, tinha visto este livro no Livro Viajante, mas já estava lotado... Parece ser um bom livro ^^

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  5. O livro parece ótimo!
    Pior que a primeira coisa que eu fiz foi ler a sinopse! Até ri quando iniciei a ler a resenha.
    Mas por ser uma história pessoal, vou ler sim, parece triste, mas com um toque de esperança.

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  6. Uau! Este livro aparenta ser fantástico!!! Não li a sinopse, como você sugeriu, e devo confessar que estou curiosa demais para lê-lo! Não o conhecia, e devo dizer que despertou em mim um desejo gigantesco em mergulhar nesta história. Parabéns pela resenha!

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  7. amei!!
    vou lê-lo com toooda certeza, mesmo q ele me faça chorar ;s
    beijos
    (No Limite da Leitura)

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  8. Deve ser uma história bonita, mas que você tem que estar no momento certo para ler. Leria, mas não agora.

    beijos,

    Carissa
    http://artearoundtheworld.blogspot.com

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  9. oi,
    lindo, amei. nã conhecia, irei procurar esse livro.
    adorei seu blog, curti no face
    estou te seguindo, segue o meu tambem

    http://www.lostgirlygirl.com

    bjos

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  10. Nossa... AMEI a resenha. Vou procurar pelo livro, tenho que lê-lo logo!!!
    Beijos

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  11. Se fosse para eu pegar esse livro na prateleira de uma biblioteca concerteza eu nao iria ler, mas fiquei curiosa em ler a historia com a tua resenha ela me parece ser boa.

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  12. Adorei a temática deste livro!Me lembra Adeus,China(que é ótimo).
    Bjs

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  13. Não resirti e li a sincope !!!!
    Adorei o livro, e sua resenha, mesmo com a sincope estragando toda a essencia do livro, não mudou minha vontade de lê-lo...
    Já esta anotado na minha lista de compras !!!

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  14. Super que interessei pelo livro. E a resenha ficou incrível! Porém é uma estória de superação, e costumam me emocionar. Parece ser muito bom o livro, mas acho que eu não gostaria de lê-lo. Evito ouvir histórias tristes... principalmente em livros.

    Beijos

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  15. Adorei a história principalmente porque é na china e eu adoro a cultura chinesa ! ^^

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  16. É um livro que eu não leria ao ver a capa, mas com a resenha fiquei até curiosa. Não é exatamente um gênero que eu tenho o habito de ler, mas as vezes é bom se arriscar :D

    Gislaine,
    Jeito Inédito

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  17. Esse livro é verídico?
    Não sei ao ler a sinopse me pareceu tão real e cruel ao mesmo tempo.
    Adeline sofreu horrores,mas tenho certeza que quando conseguiu se libertar finalmente brilhou.
    Que ódio dessa madrasta,e do pai um insensível que não liga a mínima para os filhos

    bjs Nati

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    1. Oi Nati, é verídico sim. A história é sobre a infância da escritora mesmo. Dá uma peninha dela...

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  18. Eu já tinha visto esse livro no Skoob há um tempo, e fiquei super curiosa pra lê-lo, mas fui deixando para depois e até agora não li.
    Depois de ler sua resenha, fiquei, novamente, doida para ler "Cinderela Chinesa" *o*. Gosto muito de livros que tratem da cultura oriental, e o fato de ser uma história real é uma motivação a mais.
    Obrigada pela dica, vou tentar me controlar para não ler a sinopse e a biografia da autora antes de terminar a leitura. Mas é difícil, principalmente quando se chega em um momento crítico da narrativa, dá uma super curiosidade de saber o final, hehe.

    Beijos,
    Mandy

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  19. Sua resenha me levou para momentos esquecidos da minha infância, mas nem por isso gosto que tenham pena de mim. Quem tem madrasta, sabe que o ciúme impera entre a relação pai, filho e madrasta. Elas sempre conseguem levar os pais par o lado delas e nós filhos, sofremos muito. Gostei muito da história, embora me fará lembrar de momentos que pretendo esquecer, mas mesmo assim, vou ler o livro. Superar traumas faz a gente crescer e se tornar um ser melhor.

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  20. Gostei muito de conhecer seu Blog e, a partir de agora, vou segui-la de perto.
    Adoro Livros e estou contando um pouco à respeito dos melhores que eu já li.
    Venha conhecer meu Blog, tenho certeza que vai gostar.
    http://oslivrosdaminhabiblioteca.blogspot.com.br/

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