terça-feira, maio 08, 2012

Resenha: O Dom

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O Dom
Autora: Nikita Lalwani
Editora: Nova Fronteira
Páginas: 336
Link no Skoob: http://www.skoob.com.br/livro/31266
Sinopse: Rumi Vasi é uma garota-prodígio, com habilidades muito especiais em matemática, desde o jardim de infância. Nascidos na Índia, mas vivendo no País de Gales, os pais de Rumi impõem à filha um isolamento total do mundo de que tanto desconfiam. Fazem com que ela fique sob uma rotina rigorosa de estudos até entrar na Universidade de Oxford com apenas 14 anos. Impedida desde criança de ter uma vida normal, a menina solitária, sempre obcecada pelos números, vai descobrir que vida não é uma ciência exata.
Resenha: Acompanhamos a vida de Rumika (ou Rumi) desde pequena até sua entrada na faculdade – aos 14 anos. Ela é uma menina superdotada, gênio em matemática, e é obrigada por seu pai a estudar horas a fio para conseguir entrar na faculdade e ser bem sucedida. A história é contada do ponto de vista de Rumi, intercalando com os pontos de vista de Mahesh, seu pai, e Shreene, sua mãe. Essa dinâmica é interessante para entendermos algumas das decisões que muitas vezes eles tomam e nos parecem contraditórias ou absurdas, por terem uma cultura tão diferente da nossa.

Histórias que mostram diferentes culturas e, principalmente, o choque entre culturas me chamam atenção. Mas esse livro não me atraiu e a sua narrativa não me agradou. Por vezes era enrolada, em outras se focava em partes da história que, para mim, não eram interessantes. Além disso, considerei a narrativa muito descritiva, se apegando em detalhes da paisagem não tão importantes para a história. 
“- Mas Honey tem a minha idade e é menino! – retrucara Rumi, incrédula. – E a Bunny tem quase dezessete anos! Está falando sério que eles não acham idiota todo mundo chamar eles desses nomes, todo mundo que eles conhecem?- Como assim, idiota? – dispara Shreene. – Mais uma mania angrezi, esses conceitos que você inventa. Por que alguém iria achar idiota um termo carinhoso inventado pela própria família, por amor?” (pág. 194)

O livro tem situações interessantes, que mostram bem o choque de culturas, mas infelizmente são muito poucas. Com personagens tão ricos e uma história interessante, a autora poderia ter aproveitado bem melhor essas diferenças para criar situações mais interessantes no livro. Apesar de a orelha do livro dar a ideia de que o livro terá um “ponto de virada” no momento em que Rumi entra para a faculdade, essa situação só acontece no terço final do livro, e mesmo assim se enrola até alguma mudança real.
O epílogo do livro é a melhor parte do mesmo. Narrado pela mãe de Rumi, ele nos traz muitas reflexões interessantes. Porém, o final do livro e do epílogo deixam muito a desejar, terminando a história de forma completamente abrupta.

Uma coisa que não posso deixar de reconhecer é que os personagens são consistentes. Mahesh e Shreene são pais que tem a visão bem esclarecida do que querem para a filha e nunca mudam sua visão sobre isso. Rumi, por sua vez, cresce como uma criança oprimida e excluída, o que justifica suas atitudes impulsivas e infantis quando mais velha.

Provando que a opinião é uma coisa super pessoal, apesar de não ter gostado muito do livro vale destacar que ele concorreu ao Man Booker Prize de melhor ficção em 2007.
“Mas, afinal de contas, o que era o amor? Era tudo, era qualquer coisa, tudo em nome dela, e agora nada. Aonde ir para entender todo aquele amor? Ali, naquele país, onde tudo que tinha a ver com o amor estava de cabeça para baixo.” (pág. 318)

7 comentários:

  1. Nunca tinha ouvido falar desse livro!
    Parece interessante e diferente, nunco li ou ouvir falar d livro com esse choque de cultura entre INDIA - BRETANHA, o que é bem comum.

    =*

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  2. Não conhecia esse livro e a capa dele não é nada atrativa, mas gostei da sinopse e fiquei curiosa para saber mais da história, apesar de você ter falado que o livro não é tão bom. Também não gosto quando o livro perde tempo falando coisas pouco relevantes para o andar do livro -_- heheheh
    Acho super legal livros que mostram diferentes culturas! Talvez eu leia algum dia O Dom :)

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  3. Eu gostei um pouquinho da capa, e adorei a sinopse, mas sua resenha me deixou meio desanimada... Gosto de livros detalhados, mas quando o livro perde o foco acho que ninguém gosta
    Até, Ana - Chiado Carioca

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  4. Bela capa, mas parece ser bem complexo, foge um pouco do que gosto de ler e envolvendo matemática não me interessa muito. :)

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  5. Particularmente, acho a capa desse livro linda, apesar de fraca. Muito cheia de detalhes, e isso ao mesmo tempo é e não é bonito. Enfim, li pouco a respeito desse livro, mas achei até que interessante, apesar de alegarem narrativa fraca etc.
    Enfim, gostei da tua resenha, exprime sua opinião sinceramente.

    Beijos

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  6. Bom, nunca ouvi falar do livro, a capa achei bonita mas com muitos detalhes que o deixou muito carregado e a sua resenha ficou otima, poucas pessoas tem a coragem de dizer realmente o que achou do livro e você expressou muito bem seu descontentamento

    Beijos

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  7. não gostei muito da capa, e nem da história :S sei la !

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