terça-feira, fevereiro 21, 2012

Resenha: Marina

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Marina
Autor: Carlos Ruiz Zafón
Editora: Suma de Letras
Páginas: 189

Sinopse: Neste livro, Zafón constrói um suspense envolvente em que Barcelona é a cidade-personagem, por onde o estudante de internato Óscar Drai, de 15 anos, passa todo o seu tempo livre, andando pelas ruas e se encantando com a arquitetura de seus casarões.
É um desses antigos casarões aparentemente abandonados que chama a atenção de Oscar, que logo se aventura a entrar na casa. Lá dentro, o jovem se encanta com o som de uma belíssima voz e por um relógio de bolso quebrado e muito antigo. Mas ele se assusta com uma inesperada presença na sala de estar e foge, assustado, levando o relógio. Dias depois, ao retornar à casa para devolver o objeto roubado, conhece Marina, a jovem de olhos cinzentos que o leva a um cemitério, onde uma mulher coberta por um manto negro visita uma sepultura sem nome, sempre à mesma data, à mesma hora.
Os dois passam então a tentar desvendar o mistério que ronda a mulher do cemitério, passando por palacetes e estufas abandonadas, lutando contra manequins vivos e se defrontando com o mesmo símbolo - uma mariposa negra - diversas vezes, nas mais aventurosas situações por entre os cantos remotos de Barcelona. Tudo isso pelos olhos de Oscar, o menino solitário que se apaixona por Marina e tudo o que a envolve, passando a conviver dia e noite com a falta de eletricidade do casarão, o amigável e doente pai da garota, Germán, o gato Kafka, e a coleção de pinturas espectrais da sala de retratos.
Em Marina, o leitor é tragado para dentro de uma investigação cheia de mistérios, conhecendo, a cada capítulo, novas pistas e personagens de uma intrincada história sobre um imigrante de Praga que fez fama e fortuna em Barcelona e teve com sua bela esposa um fim trágico. Ou pelo menos é o que todos imaginam que tenha acontecido, a não ser por Oscar e Marina, que vão correr em busca da verdade - antes de saber que é ela que vai ao encontro deles, como declara um dos complexos personagens do livro. 


Resenha: Vamos começar escrevendo uma sinopse um pouco menor: Óscar é um menino de 15 anos que vive em um internato em Barcelona. Em um de seus passeios pela cidade descobre um antigo casarão, onde vivem Marina e seu pai Gérman. Óscar e Marina se tornam amigos e passam a sair escondidos para conhecer a cidade. Em um desses passeios, vão até o cemitério e vêem uma mulher de véu negro. Decidem segui-la e com isso desenterram um segredo escondido há anos.

Esse foi mais um livro que li sem ter muita idéia do que se tratava. Não sabia a história, comentários sobre o livro, não tinha procurado resenhas, nada. Não sei porque, mas o nome “Carlos Ruiz Zafón” sempre me deu a impressão de um escritor mais de época, com uma linguagem mais rebuscada – e confesso que sempre fujo um pouco disso. Besteira. O livro tem uma linguagem super simples e é voltado para o público juvenil. Porém, como o autor mesmo define, ele tentou escrever um livro “que gostaria de ter lido na infância, mas que também continuaria a me interessar aos 23, 40 ou 43 anos de idade” (Nota do Autor). E o livro é exatamente isso.

A história fica basicamente nos personagens de Marina e Óscar e no segredo que eles tentam desvendar. O livro tem todos os ingredientes de um livro de detetive: as cenas arriscadas, os personagens-chave que contam pedaços da história, as mortes, desaparecimentos, reviravoltas.  A narrativa do Zafón corre de forma muito tranqüila, e chega um momento da história em que simplesmente não dá para largar o livro.

“Por anos, fugi sem saber do que fugia. Pensei que, se corresse mais do que o horizonte, as sombras do passado se afastariam do meu caminho. Pensei que, se a distância fosse suficiente, as vozes da minha memória se calariam para sempre.” (pag. 180)

É um livro triste também. Óscar vive num internato e é meio esquecido pelos pais. Marina vive sozinha no casarão com seu pai e mal sai de casa. Esses detalhes nos fazem entender melhor porque essas duas crianças resolvem simplesmente sair pela cidade se aventurando: para criar um novo mundo, para fugir da realidade em que vivem. 

Se fosse um filme, seria de suspense ou terror. Sem dúvida seria do tipo em que eu fecharia os olhos e me esconderia na cadeira esperando passar algumas cenas. Apesar disso (da minha frescura), acho que daria um ótimo filme também.


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5 comentários:

  1. Ola, gostei dessa resenha. Bem interessante.
    estou seguindo seu blog se puder me seguir.
    bjs

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  2. Que resenha ótima:super objetiva e sem rodeios.Nunca li nada sobre Carlos Ruiz Zafón,mas somente leio resenha e críticas positivas com relação ao livros Marina e A Sombra do Vento.Interessante saber que esse livro daria um ótimo filme,assim fica mais divertido de ler.

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  3. Gostei da resenha, mas aquela sinopse é a oficial? Porque se for diz muita coisa, nossa! Revela quase todo o livro ali...
    Enfim, boa resenha, e concordo... Daria um belo filme porque os cenários são muito fáceis de imaginar

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  4. Gostei da resenha, seu resumo foi melhor que a sinopse monstro rs e bem interessante. Ele deve ser um livro muito bom, talvez eu leia um dia desses
    Beijos, Ana Chiado Carioca

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  5. Oi Tami!
    Eu amo o Zafón e "Marina" foi a minha primeira experiência com ele.
    Você já teve oportunidade de ler "A Sombra do Vento", o livro mais famoso dele? É maravilhoso! Recomendo e muito!
    Beijos
    www.alemdacontracapa.blogspot.com

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