sexta-feira, janeiro 20, 2012

Entrevista com o autor: Licínia Ramizete

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Oi gente!
Hoje trago a entrevista com Licínia Ramizete, autora do livro "O vampiro da internet". É a mais nova autora parceira do blog!
E adivinhem?? Hoje mesmo recebi o livro para fazer a resenha e depois sortear! Já está na fila!
(só o marcador que vou roubar para mim ~ lero-lero!)

Sinopse
A solitária Marília parece ter encontrado um meio de trazer mais ânimo à sua vida:a sala de chats da internet. Ao acessar uma delas, Marília o faz como passatempo, sem grandes expectativas. Mas logo percebe um inusitado frequentador da sala de bate-papo: um vampiro. O amigo virtual que afirma ser um "andarilho das sombras", logo faz Marília passar da descrença à curiosidade e da curiosidade ao medo. O vampiro sabe mais sobre Marília do que ela própria! Agora ela terá que descobrir a verdade sobre si mesma e para isso ela terá de sair do virtual e encarar a realidade. Ela terá de enfrentar o vampiro da internet!

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Entrevista, entrevista!

Quem é Licínia?


Prefiro começar com uma ficha técnica, pois, para uma geminiana é sempre muito difícil falar de si mesma.
Nasci em Salvador-Ba (amo a minha cidade!) no dia 30 de Maio de 1966. Casei-me aos 21 anos e tenho 03 filhos. Concilio minhas “aventuras literárias”, com a área financeira de uma empresa.
Licínia é profissional, mãe, amiga, guerreira, companheira, mas também tem um lado moleca, uma criança interior que ama dançar, cantar, praticar esportes, sonhar...

Como surgiu a motivação para escrever o livro?

Este livro, em especial, foi motivado pelos internautas Postei-o num site, em forma de conto e ia postando novas partes a cada semana, mais ou menos. A história era mais resumida, com um final diferente, e a aceitação, os comentários dos leitores virtuais e a cobrança de novas postagens, serviram como uma injeção de ânimo para que eu buscasse contatos com as editoras e culminasse em sua publicação, através da Editora gaúcha, Fábrica de Leitura.

Quanto tempo levou para ter a idéia e finalizar a história?
Pouco tempo. Em menos de três meses fiz a revisão no conto, acrescentei alguns detalhes, explicações etc. e O Vampiro estava pronto.
O final diferenciado foi a pedido da editora e da equipe dela, que viu no vampiro (inicialmente um personagem secundário) uma figura forte e marcante e daí, solicitaram-me um final que sugerisse um possível retorno, num segundo livro.

Algum motivo especial para ser um livro de fantasia?
Amo fantasiar... Quando leio um livro ou assisto a um filme, gosto de ver inserido neles, pelo menos um pouco de fantasia. A rotina do dia a dia, as tristezas que vemos nas notícias, os dissabores e as frustrações comuns do ser humano, faz com que eu prefira “sair deste mundo” e “viajar” na fantasia. Acredito que nos traz um pouco de conforto e esperança. 

Qual foi a inspiração para criar a história?
Um dos fatores que me serviu de inspiração foi o desconforto em perceber que as pessoas mantinham conversas virtuais pela internet, com desconhecidos. Isso me fez refletir sobre os perigos de uma conversa deste tipo. Ficar por trás da máquina e passar-se por isto ou aquilo pode ser divertido e prazeroso, mas também pode ser muito perigoso. O personagem Gustavo, representa o que de mais perigoso, poderia estar oculto na rede.
Outro ponto foi a vontade de ver os jovens lendo mais, por isso, a linguagem coloquial utilizada, o clima de mistério que envolve os personagens e o ambiente virtual.

Esse receio de conversas na internet tem a ver com o fato de você ter três filhos? Ver eles crescendo, toda essa facilidade tecnológica em volta...
Sempre existe esse tipo de receio, mas meus filhos foram orientados e acredito que aprenderam a cumprir esta orientação. Como não foi uma imposição e sim uma conscientização do perigo, eles não se sentiram aguçados a conhecerem nada que os expusessem a isso.
O receio maior se deu, quando conheci várias pessoas que conversavam indiscriminadamente em salas de bate papo. Algumas muito jovens passando-se por pessoas mais velhas e consequentemente, atraindo pessoas mais velhas.


Algum personagem inspirado em ti ou em pessoas próximas?
Todos os personagens (até mesmo os que são mencionados na infância de Marília) tiveram sua maneira de ser, embasadas em alguém que conheci ao longo dos anos. Seja uma pessoa que conheci casualmente num consultório médico, numa ida ao mercado, até mesmo de alguém mais próximo, porém somente serviram-me de inspiração alguns detalhes marcantes de cada um. Reunindo-os fui constituindo novas personalidades (como um patchwork). Também emprestei aos personagens Marília e Gustavo, algumas observações, frases e pensamentos meus.

Acha que essa moda de vampiros mais ajudou ou atrapalhou na divulgação do livro?
Em termos percentuais, eu diria que mais atrapalhou que ajudou. Escrevi este livro antes da saga Crepúsculo e, apesar da proposta dele ser bem diferente desta saga, as pessoas que não gostaram da história ou ficaram saturadas de outros tantos vampiros e  lobisomens que surgiram após o lançamento do livro/filme, nem sequer passam da capa. Só de verem o nome “vampiro” impresso nele, já pensam “Lá vem mais um...”
Em meu blog, escrevi um texto a este respeito. Vale conferir.

Tem planos de continuar escrevendo?
Certamente! Sempre estou rabiscando textos, sejam eles em forma de reflexões, poesias, contos ou histórias mais elaboradas. Com mencionei anteriormente, O Vampiro da Internet abre expectativa para um segundo livro e este já se encontra escrito em forma de rascunho, faltando passar por uma revisão minha e também da editora, caso ela tenha interesse em publicá-lo.
Já tenho também ideias para outros livros, saindo da linha “vampiro”, mas mantendo sempre mistério/suspense/fantasia.

Algum recado para os leitores?
Leiam, leiam, leiam! Não existe maior “viagem”, nem maior aventura do que uma boa leitura! Diferente de um filme onde é o espectador é estimulado através das imagens impostas, o livro faz o seu cérebro “criar” os personagens, lugares, situações e emoções a partir de sugestões que um autor escreve. É incomparável!




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2 comentários:

  1. Oi Tamires!
    Só vi a entrevista hoje!!!! Não sabia que já havia sido publicada; ficou ótima!Parabéns
    Bjs!
    Licínia Ramizete

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  2. Se não tem a ver com Crepúsculo acho que leio o livro
    Gostei da entrevista, não conhecia a autora

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