quinta-feira, novembro 03, 2011

No que você acredita?

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Incrivelmente esse assunto tomou conta da minha cabeça nos últimos dias, e alguns momentos me fizeram pensar mais ainda sobre isso. Na verdade foram dois momentos específicos, o terceiro acabei lembrando de algo que já tinha visto. Esse post era para ter saído semana passada, mas é um assunto interessante para tratar depois do dia de finados também.

O primeiro momento surgiu por causa desse vídeo, que conta um pouco da história de Nick Vujicic, um homem que nasceu sem braços E sem pernas. Ele tem um outro vídeo em que declara que só conseguiu seguir a vida quando começou a acreditar em Deus. Mas ainda prefiro o primeiro vídeo que vi, que é esse...


O segundo, foi vendo Dexter. Em especial o episódio que vi hoje. Na sexta temporada do meu (do seu, do nosso) serial killer favorito ele começa a questionar questões de religião. E o assassino da temporada é alguém que está imitando os livros do Apocalipse.

“- Você acha que faz o Sol nascer pela manhã? Pode fazer a maré se aproximar?
- Não, mas isso é a rotação da Terra, a atração da Lua.
- Então acredita em algo maior que você.”

O terceiro, que vi um tempo atrás, é um vídeo de um menino que se apresentou no Korea's Got Talent. Ele se prendeu a música para encontrar uma motivação na vida. Não tenho muito o que explicar sobre a história desse menino, vejam o vídeo.



Todos esses casos falam sobre acreditar. Seja Deus, religião, destino, familiares que já se foram, qualquer coisa. São pessoas que precisaram acreditar em ALGO para conseguir seguir em frente.
Creio que isso seja da natureza humana. Quando estamos numa situação grave, precisamos acreditar que existe algo, ou alguém, que possa controlar isso. Nós não conseguimos acreditar que algo aconteça sem algum tipo de razão. Não conheço uma pessoa, e não sei se alguém sobreviveria assim, que não acredite em algo que não possa controlar.

O momento mais sensível para isso costuma ser a perda de alguém querido. “Agora ele vai descansar” e “Ele foi para um lugar melhor” são frases comuns nessa hora. Ninguém que perdeu alguém gostaria de pensar que a pessoa simplesmente se foi, que não restou nada além de um corpo. Todos acreditam que, de alguma forma, a pessoa vai continuar... em algum lugar. Seja para nos lembrarmos, para conversar durante uma fase difícil, para nos guiar. Aquela pessoa não vai ter ido embora, só fisicamente. Nós não podemos ser apenas um corpo que não tem função nem razão nenhuma de estar aqui. Esse tipo de pensamento enlouqueceria muitas pessoas, e acabaria com o sentido da nossa existência. Afinal, se não fizéssemos diferença nenhuma depois da morte, porque viveríamos?

Destino é outra coisa curiosa. Lembro de uma aula de filosofia em que o professor falou que se pensássemos muito sobre destino, acabaríamos enlouquecendo. Se acreditarmos que "tudo estava escrito", então qualquer ação inusitada que fizermos... já estaria prevista. Não teríamos como mudar isso. E se nada está planejado, quantas mínimas decisões que tomamos ao longo do dia influenciam todo o nosso futuro? E se tivéssemos tomado outro caminho? É de enlouquecer não?

É um assunto um pouco amplo, que poderia ficar discursando aqui sobre horas. Não sei muito bem nem como concluir o texto, talvez porque nem eu saiba ao certo no que acredito. Só sei que acredito em "algo". E esse "algo" sempre me ajuda quando preciso desabafar.

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